Covid-19 e crianças pequenas: o que se sabe até agora?

Com a novidade e o desconhecimento a respeito do novo coronavírus, inicialmente foi disseminada a ideia de que apenas idosos e pessoas com doenças pré-existentes poderiam evoluir para um quadro grave da doença e jovens e crianças eram mens afetados pelo vírus. Passados 4 meses desde o início da contaminação hoje sabe-se que as outras faixas etárias também são acometidas, e jovens e crianças não estão imunes ao vírus. Agora cientistas buscam entender por que e se eles seriam menos afetados. 

Segundo estudo publicado na revista científica Journal of Public Health Management & Practice, para cada criança que necessita de cuidados intensivos existem 2.381 infectadas pelo vírus. De acordo com o grupo o tempo médio de permanência dos pacientes com menos de 18 anos nos hospitais é de 14 dias.

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O que este estudo e outros similares tem sinalizado é que a grande questão na falta de dados fidedignos sobre o impacto da Covid-19 em crianças, tem sido a subnotificação, já que na maior parte dos países os testes são prioritariamente realizados em pacientes em estado grave.  

Até aqui o que temos de dados coletados em estudos realizados na China refletem a realidade de que 90% das crianças são assintomáticas ou apresentam sintomas leves e moderados. Pouco mais da metade teve sintomas leves de febre, tosse, dor de garganta, nariz escorrendo, dores no corpo e espirros. Cerca de 30% desenvolveu sinais de pneumonia, com febre constante, tosse e chiados no peito, mas sem a falta de ar e a dificuldade para respirar vistas nos casos mais agudos da doença. 

A ação do vírus no corpo das crianças parece ter uma ação predominante nas vias aéreas superiores (boca, nariz e garganta), resultando em sintomas parecidos com os do resfriado. 

Enquanto entre os adultos chineses 19% desenvolveram sintomas graves como falta de ar, desconforto respiratório agudo e situação de choque, a parcela de crianças foi de 6%. Ainda que representando uma porcentagem inferior, é importante observar que diante do alto número de infectados na prática estes 6% também refletem um número significativo.

O que temos até agora é que a covid-19 afeta as crianças de modo diferente de acordo com a idade. Bebês em particular estão mais sujeitos à casos mais severos. 1 a cada 10 bebês evolui para um caso grave, já entre crianças com mais de 5 anos a cada 100 crianças 3 ou 4 desenvolvem sintomas críticos.

Ainda não sabemos ao certo como o novo coronavírus afeta os bebês no útero,mas há evidências de que outros tipos de coronavírus, anteriores a este, podem causar parto prematuro, aborto espontâneo e baixo crescimento do bebê. Grávidas estão mais sujeitas a desenvolver sintomas graves da doença e por isso a recomendação é de que elas sigam rigorosamente o isolamento social.

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