O acesso desenfreado às redes sociais: o perigo na palma da sua mão

O Brasileiro lidera o ranking de tempo gasto nas redes sociais. De acordo com a pesquisa “Futuro Digital em Foco Brasil 2015” ficamos cerca de 60% mais tempo do que o resto do planeta. Pesquisas indicam que as mídias sociais viciam os adolescentes mais do que drogas, álcool e cigarro. Este transtorno caracterizado pelo uso descontrolado e desadaptativo é chamado de adicção por internet (AI).

 

Muitos estudos médicos e científicos apontam uma relação entre redes sociais e saúde mental. Segundo estudo feito pela Royal Society for Public Health, do Reino Unido, o excesso de tempo conectado pode trazer problemas como distúrbio do sono, arritmia, ansiedade e depressão.

 

Os jovens de 14 a 24 anos de idade, estão mais vulneráveis aos efeitos colaterais do uso em excesso,  já que 90% desse grupo usam redes sociais. Nos últimos 25 anos, as taxas de ansiedade e depressão nesse grupo aumentaram 70%.

 

De acordo com a pesquisa, o Instagram é a rede que mais prejudica o sono e a autoimagem dos jovens, além de aumentar o sentimento de estar “por fora” dos acontecimentos e das tendências. 70% dos respondentes afirmaram que o app fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem. O resultado é ainda mais crítico se fizermos um recorte das meninas: 90% se sentem infelizes com o próprio corpo; pensam até em recorrer a procedimentos cirúrgicos para mudar a aparência. Médicos já tem relatado pacientes que chegam ao consultório tendo como referência para mudança do seu visual a sua aparência com a aplicação de filtros do Instagram. Já o Youtube foi apontada como a plataforma onde os aspectos positivos superam os negativos, teve os índices de aprovação mais elevados na percepção das experiências que afetam a saúde alheia, no acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, na redução dos riscos de depressão e de ansiedade e na sensação de solidão.

 

Somado a isso, a relação entre redes sociais e saúde mental pode aumentar a vulnerabilidade aos seguintes problemas:

 

Impulsividade;

Ansiedade excessiva;

Transtornos de humor;

Consumo de substâncias;

Hostilidade e comportamento agressivo;

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade;

Solidão, baixa autoestima e tendência a atitudes suicidas.

 

A adicção à Internet resulta em prejuízos emocionais e significativos, minimizar as suas consequências têm sido um dos maiores desafios para a Saúde Pública.

 

Veja como fazer um uso saudável das mídias sociais:

 

Limitar o tempo de exposição;

Priorizar páginas que agreguem valor;

Evitar a exibição de intimidades na Internet;

Filtrar a fonte e avaliar a veracidade das informações divulgadas;

Não espalhar memes nem conteúdos de cunho preconceituoso ou imoral;

Estimular o respeito ao próximo e não disseminar o cyberbullying;

Monitorar os sites que as crianças e adolescentes costumam visitar.

 

O isolamento social devido à pandemia torna a situação mais preocupante uma vez que deixa as pessoas mais suscetíveis aos transtornos psicológicos devido ao uso exagerado de redes sociais. 

 

E você, tem passado tempo demais na internet? Já se atentou para quantas vezes você pára para ver as notificações das redes sociais ao longo do dia? O Instagram já fornece essa informação para que cada usuário saiba por quanto tempo fica conectado no aplicativo.

 

Se você estiver fazendo um uso desenfreado pode ser que precise de terapias específicas para restabelecer o equilíbrio. Um psicólogo poderá ajudar com o vício em redes sociais ou mesmo tratar a depressão e ansiedade decorrentes dela.

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